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Três times prudentinos se mexem para Segundona 2020, mas regulamento pode travar metas - OCNEWS

Esportes

08/07/2019 às 09h54 - Atualizada em 08/07/2019 às 09h54

Três times prudentinos se mexem para Segundona 2020, mas regulamento pode travar metas

CLAUDINEI COUTO
Osvaldo Cruz - SP
FONTE: GLOBOESPORTE.COM/TV FRONTEIRA

Dérbis prudentinos podem voltar em 2020; as perguntas que ameaçam o cenário são: com quais e quantos times? — Foto: Arquivo / GloboEsporte.com

A fumaça apenas começou a subir, mas as movimentações, até aqui, apontam que o desfecho delas poderá ser uma grande notícia para o futebol profissional do Oeste Paulista (tão carente disso) ou um enorme e confuso enredo, com chances de terminar em mais um triste capítulo da história futebolística de Presidente Prudente.



Nos últimos dias, os bastidores do futebol prudentino estiveram quentes, mesmo sem nenhuma equipe da cidade presente em competições profissionais neste ano. É que três times se mexem para disputar a Segunda Divisão – quarto patamar estadual – do próximo ano, mas a Federação Paulista de Futebol (FPF) permite apenas dois clubes por estádio.



Licenciado desde 2018, o Presidente Prudente Futebol Clube (PPFC) viu o conterrâneo Grêmio Prudente mudar de administração, após também pedir licença neste ano. Com o objetivo de voltar em 2020, o Tricolor da Vila Industrial, assim como o torcedor prudentino, também passou a acompanhar o possível retorno gremista – cada vez mais iminente, declarado por meio dos novos gestores.



Mas as movimentações e rumores não transitaram apenas acerca de tricolores e gremistas. Fundado em 2017 para as disputas do futebol amador de Prudente, em que foi vice-campeão da Série Ouro no ano passado, o Efraim acena com a possibilidade de ingressar nas competições federadas no próximo ano.



O fato pode ser visto pelo torcedor como uma grande oportunidade de ter mais um time da cidade (ou três) na briga pelo acesso à Série A3 do Paulista. Mas, por outro lado, os desdobramentos poderão resultar em um tremendo imbróglio, uma vez que a FPF só autoriza que dois clubes, no máximo, utilizem o mesmo estádio como sede de seus jogos.



Em relação aos estádios prudentinos que recebem jogos federados (considerando o profissional e a base), estão o Prudentão, o qual enfrenta uma fase de necessidade de melhoras, e o Caetano Peretti, que recebe apenas jogos da base em campeonatos da FPF e precisa de ajustes para, um dia, voltar a receber jogos da categoria principal. Tal cenário contraria as expectativas criadas e, diante de uma eventual entrada dos três times, inviabilizaria a possibilidade, a princípio.



O que dizem os interessados:



 



 



Efraim



 



O presidente da equipe que atua no cenário amador, Efraim Simão Martinez, afirma que o time o qual leva seu nome tem trabalhado, de forma incessante, para viabilizar a participação.



– Estamos com muita coisa já certa. E o que posso dizer é que, de um jeito ou de outro, vamos sair. É isso que posso dizer.



Questionado sobre uma eventual disputa com as demais equipes pelo uso das praças esportivas, o dirigente disse que, ao menos a princípio, não pensa em entrar em "nenhuma queda de braço" com os concorrentes e, por isso, estuda até a possibilidade de deixar Prudente e buscar uma parceria em outra cidade da região.



PPFC e Grêmio Prudente



Os discursos da nova administração gremista e do Tricolor da Vila Industrial são semelhantes. Mateus Grosso, dirigente do PPFC, e André Luis Garcia, presidente do Grêmio Prudente, disseram que preferem comentar apenas a realidade atual, desconsiderando as possibilidades – mesmo diante do risco de um imbróglio futuramente.



– Acho melhor não comentar isso por enquanto, pois a realidade que temos é a de duas equipes da cidade federadas hoje – disse Mateus, que confirmou mais uma vez a movimentação da equipe para um retorno no próximo ano.



– Hoje, temos quantas equipes filiadas na cidade? Duas. Falar qualquer coisa seria colocar a carroça na frente dos bois. Prefiro não fazer essa projeção – falou André.



A posição do município



 



Responsável pela administração dos estádios, a Prefeitura, por meio do secretário adjunto da Secretaria Municipal de Esportes (Semepp), Mauro Aoqui, descarta a chance da administração se envolver em uma eventual queda de braço entre clubes pelo uso das praças esportivas. E vê que a decisão deve partir apenas após diálogo entre os interessados ou critérios definidos pela FPF.



– Não tem como privilegiar esse ou aquele. Isso não faremos. Vejo que os clubes precisam entrar em um entendimento com a Federação, que deve estabelecer seus critérios – disse Mauro.



FPF



Por meio de nota da assessoria de imprensa, a FPF confirmou que: "O parágrafo 11, do artigo 21, do Regulamento Geral de Competições, prevê que somente será aprovado o uso de um mesmo estádio por no máximo dois clubes diferentes, seja qual for a divisão, categoria ou competição que disputarem".



Casos semelhantes



Desde o surgimento da quarta divisão no estado de São Paulo, em cinco oportunidades distantes no tempo aconteceu algo similar, ou seja, o fato da mesma cidade ter três times no mesmo certame – nenhum caso em alguma cidade do Oeste Paulista. Mesmo diante da escassez de registros em relação a alguns times, é possível obter indícios que, já naqueles anos, os clubes não compartilhavam os mesmos estádios em seus municípios.



O primeiro caso foi em 1960, em Itapetininga. Na quarta divisão daquela temporada, o Departamento de Estradas de Rodagem Atlético Clube (Derac), a Associação Atlética Itapetininga e o Clube Atlético Sorocabana participaram. De acordo com registros da FPF, cada um deles em um estádio distinto.



Três anos depois, foi a vez de Atibaia ter três times nesse nível do futebol paulista. O Cetebê (que, depois, virou Grêmio Atibaiense), o Boa Vista FC e o São João FC representaram o futebol da cidade na divisão.



Em 1965 e 1966, Santa Bárbara d'Oeste foi sede de três clubes também. Naquelas duas temporadas consecutivas, o União Barbarense (ainda em atividade), a Sociedade Esportiva Palmeiras (mantida por uma usina) e a Associação Esportiva Internacional competiram na quarta divisão. Também conforme dados da FPF, União e Palmeiras mandaram jogos em estádios diferentes.



A última vez que o episódio ocorreu, então, completa 53 anos. E, ainda em 1966, a cidade de São Bernardo do Campo também foi representada por três filiados. O time Meninos FC, uma equipe mantida por uma montadora de veículos e o EC São Bernardo (ainda em atividade profissional) estiveram presentes no campeonato. A equipe mantida pelo poder privado tinha sede no atual município de Diadema que, na época, era distrito de São Bernardo. Ainda com base nos dados da entidade paulista, as sedes também eram diferentes.


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