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Em tratamento contra leucemia, professor busca doador de medula óssea - OCNEWS

Brasil

04/02/2019 às 10h49 - Atualizada em 04/02/2019 às 10h49

Em tratamento contra leucemia, professor busca doador de medula óssea

Pedro Afonso
Osvaldo Cruz - SP
FONTE: G1

Professor de Bauru luta contra leucemia e busca doador de medula óssea (Foto: G1)

BAURU - Quem luta contra a leucemia sabe a importância do cadastro de doadores de medula óssea. O professor universitário de Bauru (SP) Vitor Augusto Giatti Fernandes, de 32 anos, foi diagnosticado com a doença e faz tratamento no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú. 



Vitor aguarda há sete meses por um doador compatível de medula óssea e conversou com o G1 sobre o Dia Mundial de Tratamento Contra o Câncer, celebrado nesta segunda-feira (4). 



"Agora é uma corrida contra o tempo, porque a doença é muito agressiva e o tratamento tem uma validade. Eu sei que passado um tempo a quimioterapia não vai funcionar mais, que o tempo está se esgotando. A única alternativa seria o transplante de medula”, explica o professor. 



A data celebrada nesta segunda-feira busca conscientizar e unir a população para o controle do câncer. Além de incentivar os hábitos saudáveis e do diagnóstico precoce, o dia ajuda a lembrar a importância da doação de medula óssea. 



Atualmente, quase 5 milhões de pessoas estão cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) no Brasil, mas a chance de encontrar uma medula compatível é de um em 100 mil. 



Vitor e milhares de pacientes aguardam na fila por um transplante. Por isso, ele começou a fazer uma campanha nas redes sociais em busca de doadores. A página conta com 400 membros, mas ainda assim, o professor ainda não encontrou alguém compatível. 



"Meus amigos viraram doadores de sangue e medula, mas são 100 pessoas, no global é pouco. Não tenho como aumentar isso”, lamenta. 



No Hospital Amaral Carvalho, especializado no tratamento de câncer, desde a criação do serviço em 1996 já foram realizados mais de 3 mil transplantes. "A opção de cura que teria maior chance de cura seria o transplante, mas é muito difícil achar alguém compatível. É importante ter um banco grande, mais gente cadastrada, maior a chance de encontrar um doador”, explica o hematologista Marcos Mauad. 



Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos pode se cadastrar para ser um possível doador de medula óssea. "Peço que as pessoas se conscientizem. Eu não consigo comprar uma medula, eu preciso da boa vontade das outras pessoas. Se não acontecer comigo, que ajude a salvar outras pessoas”, explica Vitor. 

 


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