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Neve em SP? O que é o fenômeno que derrubará as temperaturas no Brasil

É bom vestir meias e um casaco pesado — a temperatura nos estados mais afetados pode cair em até 10º C

Neve: estados brasileiros serão afetados por fenômeno que vai derrubar temperaturas (Johner Images/Getty Images)

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Uma massa de ar polar chegará ao Brasil e à América do Sul nesta semana, prometendo derrubar as temperaturas de diversos estados brasileiros e até mesmo nevar em alguns locais do país. A bolha de ar frio deve chegar, também, a atravessar a linha do Equador — onde é verão atualmente.

O primeiro estado a sentir a frente fria será o Rio Grande do Sul, começando na quarta-feira, 19. Nos próximos dias, o restante do Sul do país será bastante afetado — e muitas regiões chegarão a experimentar valores negativos, que devem durar por toda a segunda metade de agosto, em especial a região da Serra Gaúcha. No Sudeste, o frio vai ser tão intenso que as temperaturas vão despencar em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Mas por que isso acontece?

Comumente, uma massa polar de ar frio atinge toda a Região Sul do país e se move do oeste para o leste. Graças a uma densidade maior do ar, ela se move mais rapidamente do que uma massa de ar tropical, que é quente. A diferença é que em 2020 essa incursão será ainda mais forte do que nos anos anteriores, embora não seja exatamente a mais forte que já vimos.

Enquanto o MetSul Meteorologia definiu o evento como histórico, o Instituto Nacional de Meteorologia comentou que não é bem exatamente assim — e, apesar do intenso frio, as temperaturas não serão as mais baixas que o Brasil já viveu. 

Para Ricardo de Camargo, doutor em meteorologia pela Universidade de São Paulo, a temperatura deve cair cerca de 10 graus nos estados mais afetados e ser de “alta intensidade”. “O resfriamento pode ser ainda maior nas localidades em que o radiativo for mais intenso. Condições de céu claro e calmaria durante a noite são ideais para isso ocorrer”, diz.

Camargo ainda acrescentou que o norte do Sudeste e o Planalto Central não serão tão afetados pela frente fria, de forma que regiões como Roraima e a Bacia Amazônica devem sofrer um frio mais intenso. Segundo ele, locais elevados do Sudeste e toda a Região Sul sofrerão com uma grande perda de calor durante a noite.

No entanto, ao contrário das expectativas da população, ele nega que as chances de nevar em todo o estado de São Paulo sejam altas. “Não parece provável que isso ocorra desta vez”, diz. Ele também ressalta que o efeito do fenômeno deve ser mais forte nos próximos cinco ou seis dias.

É bom vestir meias e um casaco pesado — mas sem bonecos de neve em São Paulo por enquanto.

Fonte

Exame
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Uma massa de ar polar chegará ao Brasil e à América do Sul nesta semana, prometendo derrubar as temperaturas de diversos estados brasileiros e até mesmo nevar em alguns locais do país. A bolha de ar frio deve chegar, também, a atravessar a linha do Equador — onde é verão atualmente.

O primeiro estado a sentir a frente fria será o Rio Grande do Sul, começando na quarta-feira, 19. Nos próximos dias, o restante do Sul do país será bastante afetado — e muitas regiões chegarão a experimentar valores negativos, que devem durar por toda a segunda metade de agosto, em especial a região da Serra Gaúcha. No Sudeste, o frio vai ser tão intenso que as temperaturas vão despencar em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Mas por que isso acontece?

Comumente, uma massa polar de ar frio atinge toda a Região Sul do país e se move do oeste para o leste. Graças a uma densidade maior do ar, ela se move mais rapidamente do que uma massa de ar tropical, que é quente. A diferença é que em 2020 essa incursão será ainda mais forte do que nos anos anteriores, embora não seja exatamente a mais forte que já vimos.

Enquanto o MetSul Meteorologia definiu o evento como histórico, o Instituto Nacional de Meteorologia comentou que não é bem exatamente assim — e, apesar do intenso frio, as temperaturas não serão as mais baixas que o Brasil já viveu. 

Para Ricardo de Camargo, doutor em meteorologia pela Universidade de São Paulo, a temperatura deve cair cerca de 10 graus nos estados mais afetados e ser de “alta intensidade”. “O resfriamento pode ser ainda maior nas localidades em que o radiativo for mais intenso. Condições de céu claro e calmaria durante a noite são ideais para isso ocorrer”, diz.

Camargo ainda acrescentou que o norte do Sudeste e o Planalto Central não serão tão afetados pela frente fria, de forma que regiões como Roraima e a Bacia Amazônica devem sofrer um frio mais intenso. Segundo ele, locais elevados do Sudeste e toda a Região Sul sofrerão com uma grande perda de calor durante a noite.

No entanto, ao contrário das expectativas da população, ele nega que as chances de nevar em todo o estado de São Paulo sejam altas. “Não parece provável que isso ocorra desta vez”, diz. Ele também ressalta que o efeito do fenômeno deve ser mais forte nos próximos cinco ou seis dias.

É bom vestir meias e um casaco pesado — mas sem bonecos de neve em São Paulo por enquanto.

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